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sábado, 18 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

F oi numa noite assim, repleta de silêncio e beleza
E m uma simples estrebaria, que o menino Jesus nascia
L á no céu de Belém, a estrela do oriente surgiu
I mediatamente chegaram os pastores das redondezas
Z elando pelo menino, estavam José e a mãe Maria.

N o presépio do mundo, eis a luz que é Jesus 
A njos a cantar no humilde lugar
T rês reis de terras distantes adoraram a criança 
Ajoelhando e ofertando humildade e esperança 
Lhe ofereceram presentes de muito valor

  O que podemos desejar a você,
  Que esteve conosco o ano inteiro,
  Que nos ajudou a ser quem somos,
  Senão que esteja conosco no próximo ano,
  Ajudando a construir essa nossa história?


Simone Nunes - dez 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

O NOME DA ROSA


Ficha Técnica


Título Original: (Der Name der Rose)
Título em Inglês: (The Name of the Rose)
País: Fra/Ita/Ale
Ano de produção: 1986
Duração: 130 min.
Gênero: policial/suspense
Distribuição: Globo Vídeo ou Flashstar Vídeo
Direção: Jean-Jacques Annaud
Elenco: Sean Connery, F. Murray Abraham, Christian Slater.
Sinopse
O ano é 1327. Representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se reúnem num monastério beneditino para uma conferência. Mas a missão deles é subitamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante capacidade de dedução, o monge franciscano William de Baskerville, auxiliado pelo noviço Adso de Melk, se empenha para desvendar o mistério. Mas antes que William possa completar sua investigação, o monastério é visitado pelo seu antigo desafeto, o inquisidor Bernardo Gui. O poderoso inquisidor está determinado a erradicar a heresia através da tortura e se William, o caçador, persistir na sua busca, também se tornará caça. Mas à medida que Bernardo Gui se prepara para acender a fogueira da Inquisição, William e Adso voltam à biblioteca secreta e descobrem uma extraordinária verdade.
Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/nomerosa.htm
Resenha
A história se passa no séc. XIV, num mosteiro italiano, onde estavam ocorrendo mortes misteriosas, que estavam sendo “explicadas” como causadas pelo demônio.
Além de mostrar como viviam os monges daquela época, o filme retrata como a igreja reprimia qualquer conhecimento que pudesse contestar seus próprios ensinamentos.
A trama está relacionada ao tema do riso, que era proibido na época, por ser considerado uma manifestação do diabo, segundo os monges beneditinos. E um livro escrito pelo filósofo grego Aristóteles sobre este assunto, o riso, está na verdade ligado às tais mortes misteriosas.
A explicação para as mortes começa a ser revelada quando o monge franciscano e renascentista Willian de Baskerville, que se utilizava da ciência, e consequentemente da razão, para dar solução aos mistérios, descobre uma biblioteca cheia dos livros ditos proibidos, onde havia o maior acervo cristão do mundo e apenas alguns monges a ela tinham acesso.
Com o desenrolar dos fatos, que passam até mesmo por um episódio do tribunal da inquisição, a verdade é revelada, deixando a igreja numa situação muito delicada.
O filme nos revela o pesado jugo da Igreja Católica quanto à disseminação do conhecimento que não viesse dela própria, e também chama nossa atenção para a seguinte questão: para que a verdade seja alcançada, precisamos ter a mente aberta ao conhecimento.

Resenha do Filme Sociedade dos Poetas Mortos


SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS
Ficha Técnica
Título Original: (Dead Poets Society)
País: EUA
Ano de produção: 1989
Duração: 128 min.
Gênero: drama
Distribuição: Abril Vídeo
Direção: Peter Weir
Elenco: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles
Sinopse
Quando o carismático professor de inglês, John Keating (o vencedor do Oscar, Robin Williams), chega para lecionar num rígido colégio para rapazes, seus métodos de ensino pouco convencionais transformam a rotina do currículo tradicional e arcaico. Com humor e sabedoria, Keating inspira seus alunos a seguirem os próprios sonhos e a viverem vidas extraordinárias. Sociedade dos Poetas Mortos, um dos mais comoventes campeões de bilheteria dos últimos anos, emocionou o público e a crítica com seus desempenhos brilhantes, sua história arrebatadora e sua grande produção.
Resenha
O filme Sociedade dos Poetas Mortos conta a história de um colégio para meninos, muito tradicional, que visa apenas preparar seus alunos para as melhores universidades. Mantidos sob muita disciplina  ̶  que, aliás, é um dos seus quatro pilares, sendo os outros três a honra, a excelência e a tradição, os alunos não têm vontade própria  ̶  não podem decidir seu futuro, e ainda são massacrados pela autoridade dos pais e dos professores/dirigentes da instituição. A esse cenário chega um ex-aluno, agora professor de Inglês, que é nada convencional.
Sr. Keating, belamente interpretado por Robin Willians, ensina aos alunos muito mais que conteúdo para entrar nas melhores faculdades. Ele os ensina a pensar, a amar a poesia e a aproveitar o dia (carpe diem), vivendo cada instante com verdadeira paixão.
Os alunos se encantam com o novo professor, e investigando seu passado na escola descobrem, entre suas paixões, a “Sociedade dos Poetas Mortos”. Indagado pelos alunos, o sr. Keating explica aos jovens que a Sociedade era um grupo de rapazes que se reuniam à noite em uma caverna próxima ao colégio para ler poesias. Os alunos resolvem reviver essa sociedade e a partir daí começam mudanças significativas de comportamento. Com essa nova visão, eles começam a expressar suas opiniões e se dão o direito de sonhar.
A repressão é imediata, o corpo docente se levanta contra as inovações dos alunos e saem à caça dos líderes, e a culpa recai no professor Keating.
O filme mostra a responsabilidade que está sobre os ombros dos educadores, que precisam formar pensadores num mundo onde a maioria é educada para serem apenas marionetes nas mãos daqueles que detêm o poder.
O filme se refere à ESCOLA TRADICIONAL, por exemplo, nas seguintes cenas:
Cena  1  ð   As aulas de Química, Latim e Matemática, onde os alunos são entregues a questionários e infindáveis repetições;
Cena  1  ð   Professores autoritários, que se comportam como os únicos detentores do conhecimento;
Cena  3  ð   No diálogo entre o professor Keating e o professor de Latim, quando este fala que os alunos não são capazes de criar seus próprios poemas. Segundo ele, os alunos são incapazes de pensar por si próprios.
O filme se refere à ESCOLA NOVA, por exemplo, nas seguintes cenas:
Cena  1  ð   A primeira aula do professor Keating, de Inglês, já demonstra a diferença no tratamento dado aos alunos (respeito, incentivo, liberdade de criação etc.) e a forma como ele ministra a aula, contextualizando e, assim, dando sentido ao conteúdo. Sua atuação de educador vai impressionando os alunos a cada aula. Esse professor tem outra visão do que seja educar.
Cena  2  ð   A aula onde os alunos recitam suas criações poéticas e o exercício de motivação que o professor faz com o aluno que tem dificuldade de se expressar.  Ele acredita na capacidade desse aluno e trabalha a insegurança dele, alcançando um ótimo resultado.
Cena  3  ð   O jogo de futebol, onde o professor se diverte junto com os alunos, e quando ele usa o jogo com bola para trabalhar sua disciplina.

Resenha do Livro Pedagogia da Autonomia

RESENHA


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (146 páginas.)
Neste livro o autor destaca a importância de se estar bem preparado para exercer a profissão de docente. Segundo ele, há exigências que precisam ser atendidas para que a prática educativa não seja apenas uma transmissão de conhecimentos, sem significados e reais responsabilidades. Ele aborda de maneira simples o dia-a-dia da sala de aula ressaltando a importância da formação docente e do relacionamento educador/aluno na busca de um aprendizado de qualidade.
O livro é dividido em três capítulos. No primeiro o autor ressalta os papéis dos dois autores da construção do conhecimento. “Não há docência sem discência. Para ele, o docente precisa estar preparado para aguçar a curiosidade dos discentes e para que isto aconteça é de suma importância o desenvolvimento afetivo na relação professor/aluno. “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo” ( p. 22). E ainda : “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (p. 23). Segundo Freire somos seres inacabados, estamos em um processo de construção/reconstrução, o tempo todo; tanto alunos quanto professores.
No segundo capítulo continua sua ênfase na formação docente que reúna as qualidades de respeito e valorização dos saberes pré-adquiridos pelos alunos. O professor deve ter a visão de que seu aluno deve ter uma formação integral e se tornar um cidadão crítico que prima pela ética. O educador deve sempre estar aberto às indagações, curiosidades e porque não às críticas dos seus alunos já que como o autor declara, o professor progressista precisa saber que: “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção... ensinar não é transferir conhecimento” (p. 47).
No terceiro capítulo Freire nos revela que educar não é para qualquer um pelo fato de que se o indivíduo deseja ser um educador de fato, precisa levar a sério sua formação, pois segundo o autor: “a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor” (p. 92). Neste capítulo também nos chama atenção a questão da liberdade versus autoridade, muito bem desenvolvida aqui. Ele deixa claro a necessidade de limites e fundamenta a questão principal e tema de seu livro: a autonomia do sujeito. Mais uma vez Freire acerta ao declarar que: “Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões, que vão sendo tomada. E ainda: É neste sentido que uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade” (p. 107).
Paulo Freire deixa claro o verdadeiro sentido da educação que é a transformação do indivíduo/discente em cidadão autônomo, ou seja, aquele que é capaz de reconhecer uma situação/problema, analisar as questões inerentes a ela, sentir-se responsável diante dela e com todo respeito ao ponto de vista do outros, buscar a melhor solução, ainda que ela venha a partir da cooperação e reciprocidade daqueles que estão a nossa volta. Finalizando o autor fecha brilhantemente quando diz que não lidamos com coisas mais com seres humanos (p.144).
A leitura deste livro foi muito válida porque pude enxergar muitos equívocos em minha prática educativa anterior. Apesar de alguns aspectos que sempre considerei importantes estarem bem claros no livro e efetivados em minha prática educativa, pude perceber que ainda há muito que aprender o que, aliás, deve ser uma prática constante na vida do educador. Já que o ensinar inexiste sem o aprender (p. 23).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Educação, o professor em constante mudanças: Educação, o professor em constante mudanças: Nós que aqui estamos por vós esperamos

Educação, o professor em constante mudanças: Educação, o professor em constante mudanças: Nós que aqui estamos por vós esperamos

Minha História na área de Educação

A EXPERIÊNCIA É RECENTE, MAS O SONHO NÃO
Minha experiência em EAD é bem recente, mas meu sonho de ser professora, não. As primeiras lembranças que tenho sobre isso são de quando eu tinha 8 anos. Lembro-me dos meus colegas de classe à volta de mim para que eu os ajudasse nas tarefas escolares. Sempre colaborei com minha turma, em todas as séries, e a partir da 5ª série (hoje 6º ano) tornei-me monitora da classe nas matérias de Matemática e Inglês. Sempre sonhei ser professora e buscava uma forma de ensinar diferente. A vida deu muitas voltas inclusive tive um professor que me perguntou o que eu estava fazendo no curso normal. Segundo ele eu era muito inteligente para estar ali, infelizmente levei aquela fala a sério e segui por outros caminhos, mas algo não estava completo em mim. Acabava mudando de área, fazia cursos e mais cursos para tentar descobrir meu caminho. Sempre gostei de todas as matérias, mas Matemática, Biologia e História sempre foram minhas favoritas. Em 2005 conheci e fiz o meu primeiro curso a distância. Quando comecei o curso, confesso que não achei que seria tão proveitoso para mim. Eu tinha que estudar muito em casa, apesar de ir ao curso 3 vezes por semana, pois era na modalidade semipresencial Quando terminei o curso já estava contratada por uma escola. Antes ainda de terminar o curso eu já estava matriculada na Faculdade de Pedagogia, também no modelo EAD pela UCB. Vejo que ganhei bastante, pois os cursos a distância nos ensinam a pesquisar e a caminhar com muito mais independência. Como já fiz outra faculdade (Física, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro) acho que posso ousar na comparação. Apesar disto, acabei não concluíndo esta Faculdade. Senti falta da interação com os professores. Acho que alguns modelos de EAD servem melhor para cursos de pequena duração. Quem tem pretensão, como eu de seguir nos estudos e mesmo chegar ao doutorado, ainda deve optar pela modalidade presencial. Fiz vários cursos nesta modalidade e me especializei na plataforma Moodle. Hoje faço Pedagogia na Universidade Estácio, tenho ótimos professores. Tenho também uma aula teletransmitida, mas num formato muito melhor e bem diferente daquele que conheci na outra instituição. Já atuei no desenvolvimento de projetos para Cursos a Distância, com o suporte da plataforma Moodle. Somente na área de educação já coordenei uma equipe de professores, dei aulas de Inglês (apenas para o Ensino Fundamental I), lecionei Música (apenas para Educação Infantil e Ensino Fundamental I) e fui tutora num curso a distância de três turmas de EJA (Ensino Médio), onde fui responsável pelas disciplinas de Português, Literatura, Matemática, Física, Química e Biologia. Tenho aprendido muito a cada dia, e estudado muito também. Acredito muito nos resultados da EAD, pois penso que no futuro essa modalidade de ensino tende a ocupar uma fatia cada vez maior entre os diversos métodos hoje vigentes.
Simone Nunes

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nós que aqui estamos por vós esperamos

FICHA TÉCNICA
Título Original: Nós que aqui estamos por vós esperamos
Gênero: documentário
Tempo de Duração: 73 min.
Ano de Lançamento: Brasil 1999
Direção e Roteiro: Marcelo Masagão
Música: Wim Mertens
ROTEIRO/ENREDO COMENTADO
O filme começa com uma cena que mais parece uma estratégia de guerra. Logo a seguir, uma cena de fuzilamento, que é cortada por outra cujo tema é o céu. A próxima cena, muito chamativa, é de um cemitério, a primeira chamada à reflexão.
A seguir nos apresenta Nijinski, o grande bailarino, em todo o seu esplendor com o seu balé. Clássico.
Após este episódio, o tempo parece acelerar. É o avanço da indústria, da modernidade, onde a correria se faz presente e as máquinas vão tomando o lugar do homem, na produção. Revolução Industrial no auge.
O telefone vem encurtar as distâncias, mudar o conceito de espaço, e a luz elétrica vem mudar a nossa concepção biológica de tempo.
A cena seguinte mostra a mulher sendo inserida no mercado de trabalho, mudando os seus primeiros ideais. Há uma necessidade flagrante de mão-de-obra, já que os homens, em sua maioria, estão envolvidos diretamente com a guerra.
Temos a seguir uma “chuva” de cenas mostrando como tantas mudanças aconteceram tão rápidamente, e muitas descobertas e inovações. Os carros tomam o lugar dos cavalos.
Há correria, há grande movimentação, e 4 grandes personagens da história aparecem.
Aparece Freud, demonstrando que houve uma mudança na maneira de pensar a razão humana. A descoberta do subconsciente.
Einstein, e sua teoria da relatividade.
Picasso, mudando a concepção de arte.
Lênin: A Rússia se torna a União Soviética.
Mais inovações, dentre elas a máquina fotográfica.
Mais uma vez aparece cena com Nijinski. A seguir o fordismo entra em ação, produção em grande escala.
Aparece um operário, um cidadão comum, que apesar de participar da produção de tantos carros, nunca teve um.
O alfaiate com seu desejo de voar encontra a morte à vista de todos.
Há um salto no tempo e chegamos ao episódio da Challenger, o ônibus espacial que explodiu no ar. O homem, em busca de novas conquistas, enfrenta uma grande perda.
Uma passagem pela vida dos Jones, uma família com histórias para contar. Enfrentam duas grandes guerras em cem anos de história.
Vietnã, retratos de mais uma guerra.
Golfo Pérsico (1991), outra guerra retratada neste documentário, mostrando o avanço da tecnologia a serviço da guerra.
Voltamos ao início do século; retratar a busca por melhores condições de trabalho, redução da jornada, o trabalhador começa a lutar por seus direitos.
Mais personagens anônimos mostram-nos seus feitos.
Grandes construções e o crescimento acelerado da indústria.
O ser humano só serve enquanto aceita ordem e as cumpre à risca. A nova ordem mundial.
A construção do muro de Berlim, os alemães aprisionados em seu próprio território. Mas, um dia este muro é derrubado, a liberdade conquistada novamente, o triunfo de uma nação.
Breve imagem da China seguida pela imagem de Serra Pelada; Brasil e o sonho de se tornar grande.
O homem agora é escravo da produção.
A Índia, suas grandes minas e os excluídos do consumismo.
A queda da bolsa de Nova York (1929), o homem perdido, não sabe mais sobreviver por si só. Grande onda de desemprego. O homem precisou “reaprender” a sobreviver.
A 1ª Grande Guerra, as mulheres produzem bombas. Destruição, miséria e mortes.
O avião a serviço da guerra, enfim o homem aprendeu a voar, para matar.
A morte banalizada, o ser humano não consegue enxergar o outro como igual, a morte é apenas um degrau para a vitória.
Ei-la afinal, a bomba atômica.
Desabafo de um soldado, consequência da guerra. Kamikaze, o desespero da guerra.
Manifestação de entidade religiosa e movimento estudantil da Praça da Paz Celestial (China).
Brasil, mudança na vida dos índios.
Hitler e a paranóia. Mussolini, Stalin, Mao-Tsé Tung, Pol Pot, Franco, Salazar, dentre outros. Mudanças radicais em toda parte do globo terrestre.
Do culto ao corpo à queima de livros em praça pública, o homem parece perdido em seus conceitos, mudanças também acontecem na ordem familiar.
Nisto tudo também há pessoas preocupadas com a diversão. Fred Astaire parece fazer dueto com Mané Garrincha. Cada qual com seu talento. E de talento em talento o homem chega à Lua.
Grandes personagens tomam a tela: Martin Luther King, John Lennon, Che Guevara, Gandhi… Eles atuam na escrita desta história de maneiras diferentes, parecem estar na contra mão da história. São rejeitados, mas seus atos mudam mentes, transformam sociedades, ganham batalhas...
Grandes conquistas femininas, a mulher descobrindo novos caminhos... Chanel e as mudanças do comportamento feminino, a mulher quer liberdade.
Woodstock e o movimento Hippie.
Em apenas duas gerações, o homem descobre a luz e chega ao espaço.
Novas invenções, a explosão consumista e o sonho americano. A transformação do modo de viver e suas consequências. As transformações das religiões vistas nos movimentos religiosos.
Por um lado a fome, a pobreza e o abandono. Grandes feitos femininos, grandes questões, novos desafios.
Finalizando com a ideia central do filme.
“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”. Grandes e pequenos atores da história cada um com seus feitos e realizações, seus erros e acertos, suas ideias e, às vezes, até seus fanatismos seguem construindo suas histórias, para no fim se reunirem a outros como eles no único lugar onde todos somos iguais, e não há como lutarmos contra isto.
No cemitério nos encerramos todos nós. Logo, cabe a cada um construir o que se quer deixar como herança para os que vêm depois. Que lições deixaremos? Nossos erros e nossos acertos farão parte desta história que está sempre em construção.

Nós que aqui estamos por vós esperamos


O Brasil teve participação pouco expressiva, se comparado a outras nações, mas isto não significa que ficamos alheios a todos os acontecimentos. As transformações aconteceram também aqui, algumas mais intensamente, outras nem tanto. Mas também construímos uma história. Talvez como pequenos atores dela, muitas vezes parecendo mais com figurantes do que com coadjuvantes. Mas a história foi construída. Há saltos consideráveis do Brasil que tem tudo o que precisa para deixar sua marca no século XXI.
O Brasil não é mais figurante e pode ser até um dos atores principais da História.
Muitas cenas podemos dizer que representariam também o Brasil. Precisamos aprender com elas e construir a história que queremos deixar para as próximas gerações.

O filme retrata o século XX com cenas dos principais fatos dessa época. As grandes guerras e as mudanças trazidas por elas, a emancipação das mulheres, o avanço da tecnologia, uma nova maneira de ver o mundo e de enxergar o próprio ser humano. Os valores são transformados, muitos conceitos são repensados, a família sofre grande influência de tudo isso e o homem se torna escravo do consumo. É a nova ordem mundial.
O objetivo do filme é nos fazer refletir sobre nossos atos, hoje, na tentativa de passar sua mensagem maior. Nossas ações, grandes ou pequenas, fazem parte da construção da história.